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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

entreviste de Robert



tt: Você e a Kristen (Stewart, que faz a Bella) têm muita química. Você acha que dá pra cultivar esse tipo de coisa ou é um caso de ter isso ou não ter?
Robert: “De um certo modo, eu acho que é possível cultivar isso até uma certa medida. Você precisa estar muito comprometido pra isso, mas, definitivamente, desde o início, existia essa coisa com a Kristen e eu senti que estaria tudo certo. Por outro lado, se você se mantém um pouco no personagem o tempo inteiro, isso começa eventualmente a aparecer.”
tt: Então, isso quer dizer que você se manteve no personagem?
Robert: “Bem, algo assim. Eu quero dizer, eu não falava muito. Eu pensava que seria o melhor — oh, não, eu estou revelando meus segredos! (risos). Mas eu pensei que o melhor caminho pra fazer isso seria não dizer nada para o resto da equipe. Então, eu não conversava com nenhum membro da equipe sobre nada, apenas sobre o filme.”
tt: Como Edward, você parece ser um pouco fora do padrão — você se acha parecido com ele nesse sentido?
Robert: “Sim, eu acho que tento fazer o personagem mais parecido com isso, porque eu percebi que ele é descrito como ‘certinho’ sob vários aspectos no livro e eu não via como interpretar aquilo de uma forma que fosse atraente para as pessoas que não tinham lido o livro.”
tt: De que forma você acha que Edward é “certinho”?
Robert: “Ele é formal e à moda antiga. Isso funciona no livro porque você pode ouvir tudo dos pensamentos da Bella, mas se você ficar puramente nessa imagem de base, se você permanecer exatamente como no livro o tempo todo, então isso não funcionaria. Eu tentei fazer com que ele ficasse um pouco mais imprevisível.”
tt: Por que você acha que o livro criou todo esse fenômeno?
Robert: “Eu acho que é um pouco de várias coisas diferentes. Quando eu li pela primeira vez o livro nem era tão ‘febre’, eu li e pensei que era meio estranho... Parecia que a autora pensava que ela era a Bella, pois existem tantas coisas sobre Edward que são tão específicas. Então, de várias formas você se sente bem voyeur [lê-se "voaiêr"; palavra francesa que designa alguém que gosta de observar, de ficar por trás dos panos] e isso foi uma das coisas esquisitas que me desanimou um pouco, pra ser honesto, mas, quando eu comecei a trabalhar no papel, foi o que eu mais gostei sobre o livro.”
tt: Várias garotas sentem que não se encaixam em lugar nenhum. Você acha que o fato de Edward e Bella serem meio “estranhos no ninho” foi o que mais atraiu os leitores e telespectadores?
Robert: “Sim, definitivamente. Era o que eu achava que a história dizia... É sobre ‘estranhos no ninho’ e o que os fazem interessantes, particularmente Bella, porque ela não é uma ‘estranha’ óbvia. Ela é muito agradável. Todo mundo gosta dela, mas em sua própria cabeça, ela está sempre pensando: ‘Estou perdendo alguma coisa. Eu não consigo me conectar a este mundo’. É quase como se ela não tivesse conhecido Edward e tivesse vivido uns 108 anos, ela terminaria do mesmo jeito que ele. Ela pensaria que não deveria estar aqui. ‘Eu deveria ser alguma coisa mais’ e é o tipo de semelhança entre eles, eu acho.”
tt: Atuar é algo que você foi obrigado a fazer ou é uma escolha?
Robert: “Eu não curto realmente o processo de atuar. Eu gosto de tentar criar algo, eu gosto de tentar fazer algo mais. Eu tento e construo um personagem a fim de que ele seja memorável e esta é a razão pela qual ele está sendo filmado. Todos os trabalhos que fiz têm misturado um pouco da minha própria vida e, ao mesmo tempo, tento me colocar dentro do filme. Cada período da minha vida em que eu fiz um filme, eu fui uma pessoa diferente. Eu tive amigos diferentes e um estilo de vida completamente distinto.”

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